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Neuroadaptação significa adaptação cerebral à nova visão

Pacientes que realizaram cirurgia de catarata e refrativa precisam ajustar nova visão.

Algo almejado pelas pessoas que têm alguma doença ocular é enxergar bem novamente, principalmente aquelas que possuem catarata ou doenças refrativas (miopia, astigmatismo, hipermetropia e presbiopia). Com isso, estima-se que neste ano de 2016 a procura por cirurgias de catarata e refrativa devem aumentar, sendo um dos motivos, além da recuperação da qualidade da visão, o desejo de alcançar a independência dos óculos.

Porém, ao terem sua acuidade visual restaurada, um problema que enfrentam é a adaptação à nova visão, conforme explica o médico Dr. Thiago Pardo Pizarro. “Antes de realizar a cirurgia o paciente enxerga de um jeito, e seu cérebro está acostumado com essa forma de ver, que muitas vezes perdura igual há anos. Quando ele realiza a cirurgia para recuperar a visão – colocando uma lente intraocular no caso da catarata, por exemplo – ele passa a enxergar de uma nova forma, da qual ele não está acostumado. É por isso que nos primeiros meses pós-operação alguns pacientes reclamam de tontura, dor de cabeça e dificuldade para executar tarefas, porque, na verdade, seu cérebro precisa se adaptar à nova visão, o que chamamos de neuroadaptação”.

Este é um conceito que vem sendo discutido nos últimos encontros de oftalmologistas pelo mundo, na tentativa de minimizar os efeitos sobre o paciente, fazendo-o compreender a nova condição pós-cirurgia. “É importante as pessoas entenderem que a neuroadaptação faz parte do processo, pois você precisa aprender a enxergar de novo quando tiver sua visão restaurada. O sentimento de frustação pode vir em um primeiro momento, mas depois que seu cérebro se acostumar à nova condição, você vai confirmar que os resultados da cirurgia foram além do esperado”, completa o oftalmologista.

Uma saída para acelerar o processo, é procurar ajuda profissional. “O seu médico poderá lhe dar indicações de outros profissionais que podem lhe ajudar nesta etapa, como um fisioterapeuta, por exemplo. Estima-se que o cérebro leva de 06 meses a 1 ano para adaptar-se completamente, então é preciso ter paciência. Mas o resultado final é surpreendente”, finaliza.

 

Com o aumento de nossa expectativa de vida, o interesse na saúde dos nossos olhos tornou-se de suma importância. Quem enxerga bem, se refere à visão de forma simples, não valoriza o que vê. Mas para quem tem algum problema, o caso é diferente.

Para a Organização Mundial de Saúde – OMS, 180 milhões de pessoas têm algum tipo de deficiência visual. Aproximadamente 135 milhões correm riscos de cegueira, enquanto 50 milhões são cegos.

Ainda segundo a OMS, 80% do conhecimento chegam ao cérebro por meio dos olhos, o qual deve ter cuidados para prevenir doenças que na maioria dos casos são silenciosas.

Segundo o oftalmologista Mario Carvalho, diretor do ISO Olhos e membro da Sociedade Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa, o Brasil é referência no tratamento de doenças oculares e muitas delas podem ser evitadas se o foco for a prevenção em todas as idades, mas principalmente após os 50 anos.

Os pacientes, e mesmo os médicos oftalmologistas, dedicam-se muito a entender os caminhos dos olhos, mas pouco discutem acerca da visão. Nossa preocupação destina-se a discussões acerca da córnea, docristalino, da retina e pouco se fala de sua integração neurológica. Muito embora estas estruturas sejam vitais, o sistema neural trabalha de forma integrada com os olhos e com suas diferentes estruturas intracerebrais e, comparativamente à estrutura de um computador com hardware e software, ainda de forma não totalmente compreendida pela comunidade científica.

Assim, ao interferirmos na correção da miopia, por exemplo, ou então ao removermos uma catarata, ocorre uma modificação do sistema visual para a qual o cérebro humano deve adaptar-se. Pequenas modificações impõem adaptações menores e modificações maiores impõem adaptações também maiores do nosso cérebro. Assim, fica latente que nem sempre a melhor tecnologia será facilmente adaptável e em muitas circunstâncias nem sempre é fácil orientar nossos pacientes para que tenham a devida paciência neste processo, mesmo porque é imprevisível cercar todas as variáveis envolvidas. Infelizmente, embora seja uma minoria, alguns destes pacientes jamais se adaptarão.

Este raciocínio fica muito claro quando implantamos lentes multifocais em pacientes submetidos à cirurgia de catarata e até mesmo na abordagem da presbiopia, isto é, da vista cansada. As lentes multifocais melhoram muito a qualidade de vida e em geral tem seu melhor resultado quando ambos os olhos tiverem sido operados. Independentemente disso, os pacientes precisam de um tempo para que alcancem o resultado final e um dos maiores desafios da atividade médica vem sendo o de saber transmitir ao paciente o fato de que todos passamos por este tipo de mecânica adaptativa. Num plano mais próximo, e considerando a mecânica da neuroadaptação, este raciocínio é valido também não só nos casos cirúrgicos, mas também no caminho para o entendimento do porquê de alguns pacientes se adaptarem tão bem ao uso de óculos multifocais e outros não conseguirem o mesmo.

Nossa visão nasce de uma captação do espectro luminoso e sua passagem pelos diferentes meios de dentro do olho, sendo estas ondas luminosas captadas por células localizadas na retina com características e finalidades bastante específicas. Existem fases de amadurecimento nas quais a plasticidade neurológica é maior, portanto deprivações que aconteçam na fase de maturação biológica (primeiros anos de vida) podem ser prejudiciais para o resto da vida. Até recentemente acreditava-se que o cérebro não seria capaz de gerar novas células cerebrais. Os conceitos atuais são que o cérebro está permanentemente mudando física e funcionalmente com a nossa atividade de pensar e aprender. A neurogênese é um processo continuo e que pode ser acelerado por estímulos físicos e mentais, ou retardado por outros, como o envelhecimento, stress, álcool e doenças degenerativas. Portanto, o processo neuroadaptativo acontece como nos casos de pacientes acometidos por acidente vascular cerebral.

O entendimento deste processo de neuroadaptação é fundamental para os pacientes que são submetidos àcirurgia refrativa e para a cirurgia de catarata, pois estas criam modificações que muitas vezes requerem tempo para que o êxito seja perceptível por parte do paciente. Lamentavelmente as discussões nascem do desejo sincero de que o grau residual seja o mínimo possível. Isto é, tangível, mas garanto aos senhores que como métrica para o sucesso não é suficiente.

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